Pages

quarta-feira, 31 de março de 2010

Vivendo em Grupo

Todos nós pertencemos e vivemos em Grupos.
As pessoas criam grupos por interesses comuns, afinidades, ideologias, religião, ...
Estava pensando sobre todos os grupos os quais pertenço e os grupos os quais deixei de pertencer.

No 1° grau pertencia ao Grupo dos Melhores Alunos da Classe pela dedicação e por objetivo.
Depois de passar um tempo no exterior, no 2° grau comecei a pertencer ao Grupo do Fundão. Não era mais a melhor da classe mas estudava para passar. Andava com pessoas que pintavam cabelo colorido, usavam roupa virada, e eram revoltadas sem causa com a sociedade. Estudava em Caxias do Sul na escola mais tradicional da cidade e queria experimentar novas experiências, conhecer gente diferente e, por isso, abolia qualquer atitude dita tradicional.

Na faculdade,  já em Porto Alegre, pertencia ao Grupo dos Normais. Já morava com meu companheiro e as minhas preocupações eram outras que não a festa depois da aula ou os gatinhos da turma ao lado.

Me tornei uma profissional que passou a levar a vida mais a sério e comecei a pertencer a novos Grupos:
- Confraria - grupo de amigas que se encontram mensalmente para dar risada e de certa forma, fazer terapia através do compartilhamento de experiências.
- Fubanguinhas - algumas amigas da Faculdade que se encontravam para comparar a nova fase de vida, contar as mudanças e relembrar os momentos de faculdade.


Hoje a Confraria e as Fubanguinhas estão quase virando o Grupo da Maternidade. Nos encontramos em casamentos, chá de fralda, chá de panela, em geral, trabalhamos muito e pouco tempo temos para nos encontrar. As poucas horas livre são dedicadas a família e aos mais próximos.
De qualquer forma ainda nos encontramos, bebemos menos, mas ainda rimos e nos divertimos muito. Os encontros que eram semanais passaram a ser bimestrais.

Eu continuo uma empresária, a maternidade não faz parte da minha vida, o casamento também não. Nem por isso deixo pertencer a novos Grupos. Hoje escolho mais e sou mais exigente com os meus relacionamentos e amigos. Tenho livre arbítrio para escolher as minhas companhias e sou intolerante a pessoas que não tem atitude. Me permito andar com pessoas acima de tudo inteligentes, gosto de aprender a todo instante e busco novidades sempre. Gosto de andar com pessoas de boa energia, de sucesso e que são empreendedoras em tudo. Infelizmente ou felizmente, sou intolerante a burrice e não a ignorância. Não quero dizer com isso que não falo com pessoas burras, mas que não admito ter a oportunidade e não lutar, ter a informação e não buscar, pessoas que não querem aprender e evoluir. Viva o conhecimento!

E nessa triagem, poucas pessoas hoje fazem parte da minha vida. Tenho muitos conhecidos e poucos amigos.

Não torci por ninguém nesse BBB 10 mas confesso que mesmo sendo a pessoa mais "agressiva" o Dourado falou a frase mais interessante que ouvi nos últimos dias (tentarei reproduzir): "Todas as minhas perdas fizeram com que eu me tornasse um vencedor".
Me considero sem falsa modéstia uma vencedora e hoje, tenho certeza, pertenço também a esse Grupo.

terça-feira, 23 de março de 2010

Um amor para sempre

Tenho pensado sobre amor eterno e, pasmem, não acredito que esse amor seja o suficiente para manter as pessoas juntas para sempre.

Todas as pessoas que vivi são pessoas que amei de maneira diferente e amarei para sempre por tudo o que me ensinaram. Mudei por todas elas e me adaptei quando saí de suas vidas. Por amor virei hippie, mudei de cidade, briguei com minha família, comecei a trabalhar cedo, briguei com amigos. Cada uma delas me deixou mais forte, mais esperta e mais exigente ao mesmo tempo. Os pré-requisitos aumentam com o passar do tempo e o medo de ficar só para sempre também.
Engraçado que, alguns amigos amo, mas sei que jamais daria certo um convivio além da amizade.

Hoje não gosto de ver mais filme de amor como gostava antigamente talvez porque ache que isso é apenas coisa de filme. Aquele filme de amor e que nos faz chorar não faz parte da vida da maioria das pessoas. Passamos a vida toda planejando e pensando na nossa cara metade, no nosso companheiro, na outra metade da laranja. Quantos encontram? Acho que muitas pessoas foram a minha metade de laranja por muito tempo.
A visão lúdica do amor virou o dia a dia e a felicidade do agora. Uma vida feita de momentos, sem muitos planos e com certeza com muito menos frustrações.

O amor é um ciclo, os problemas são parecidos, os objetivos de vida mudam, as prioridades se realocam, os relacionamentos se transformam em todas as casas e as novas pessoas que aparecem nem sempre são aquelas pelas quais nos apaixonamos no início.
A pessoa que está do nosso lado não nos faz mais tremer e nem dispara o nosso coração quando passa.
O que era paixão virou calmaria.

Apesar de tudo, cada nova pessoa que a vida colocou no meu caminho e que por alguma razão saiu deixou um pedaço de si e algumas delas amarei para sempre.

Um amor que jamais pode morrer é o amor por nós mesmos.

"Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure."  - Vinicius de Moraes

quarta-feira, 17 de março de 2010

Anjos de uma asa só

Engatei a primeira marcha mas não arranquei!
Pode não parecer mas tenho escrito muito e salvo como rascunho. Os textos que tem saído de mim assustariam até as pessoas mais liberais. A minha opinião nesse momento acredito que agrediria alguns.
Me reservo.

Ontem em um evento ouvi uma frase bastante interessante que acho que é digna de filosofar um pouco.

Diante da minha necessidade de isolamento para reflexão comecei a pensar em como precisamos dos outros. Naturalmente o ser humano não nasceu para ser sozinho e precisamos dos outros para viver: um ombro amigo, um colo para dormir, um cafuné para aliviar. Não apenas nesses momentos, mas em todos os outros. Profissionalmente não sou nada sem a minha equipe. Dependo das pessoas que trabalham comigo assim como elas dependem de mim.
Até mesmo as profissões mais solitárias não evoluem sozinhas: os escritores precisam de revisores, os tenistas precisam dos treinadores, os filósofos precisam de lúcidos para relatar e traduzir os seus pensamentos.

Pessoalmente, mesmo precisando dos meus momentos de solidão (e como preciso ficar só!), não sei fazer todas as tarefas domésticas e não sei ficar sozinha por tanto tempo. Preciso das pessoas para rir comigo, para ouvir os problemas delas e saber que os meus não são tão grandes assim, para compartilhar coisas boas e ruins, para compartilhar opiniões, processar e decidir.

Somos anjos de uma asa só e precisamos do outro para voar.
Eu preciso de você.