Tenho pensado sobre amor eterno e, pasmem, não acredito que esse amor seja o suficiente para manter as pessoas juntas para sempre.
Todas as pessoas que vivi são pessoas que amei de maneira diferente e amarei para sempre por tudo o que me ensinaram. Mudei por todas elas e me adaptei quando saí de suas vidas. Por amor virei hippie, mudei de cidade, briguei com minha família, comecei a trabalhar cedo, briguei com amigos. Cada uma delas me deixou mais forte, mais esperta e mais exigente ao mesmo tempo. Os pré-requisitos aumentam com o passar do tempo e o medo de ficar só para sempre também.
Engraçado que, alguns amigos amo, mas sei que jamais daria certo um convivio além da amizade.
Hoje não gosto de ver mais filme de amor como gostava antigamente talvez porque ache que isso é apenas coisa de filme. Aquele filme de amor e que nos faz chorar não faz parte da vida da maioria das pessoas. Passamos a vida toda planejando e pensando na nossa cara metade, no nosso companheiro, na outra metade da laranja. Quantos encontram? Acho que muitas pessoas foram a minha metade de laranja por muito tempo.
A visão lúdica do amor virou o dia a dia e a felicidade do agora. Uma vida feita de momentos, sem muitos planos e com certeza com muito menos frustrações.
O amor é um ciclo, os problemas são parecidos, os objetivos de vida mudam, as prioridades se realocam, os relacionamentos se transformam em todas as casas e as novas pessoas que aparecem nem sempre são aquelas pelas quais nos apaixonamos no início.
A pessoa que está do nosso lado não nos faz mais tremer e nem dispara o nosso coração quando passa.
O que era paixão virou calmaria.
Apesar de tudo, cada nova pessoa que a vida colocou no meu caminho e que por alguma razão saiu deixou um pedaço de si e algumas delas amarei para sempre.
Um amor que jamais pode morrer é o amor por nós mesmos.
"Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure." - Vinicius de Moraes
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