Todos nós pertencemos e vivemos em Grupos.
As pessoas criam grupos por interesses comuns, afinidades, ideologias, religião, ...
Estava pensando sobre todos os grupos os quais pertenço e os grupos os quais deixei de pertencer.
No 1° grau pertencia ao Grupo dos Melhores Alunos da Classe pela dedicação e por objetivo.
Depois de passar um tempo no exterior, no 2° grau comecei a pertencer ao Grupo do Fundão. Não era mais a melhor da classe mas estudava para passar. Andava com pessoas que pintavam cabelo colorido, usavam roupa virada, e eram revoltadas sem causa com a sociedade. Estudava em Caxias do Sul na escola mais tradicional da cidade e queria experimentar novas experiências, conhecer gente diferente e, por isso, abolia qualquer atitude dita tradicional.
Na faculdade, já em Porto Alegre, pertencia ao Grupo dos Normais. Já morava com meu companheiro e as minhas preocupações eram outras que não a festa depois da aula ou os gatinhos da turma ao lado.
Me tornei uma profissional que passou a levar a vida mais a sério e comecei a pertencer a novos Grupos:
- Confraria - grupo de amigas que se encontram mensalmente para dar risada e de certa forma, fazer terapia através do compartilhamento de experiências.
- Fubanguinhas - algumas amigas da Faculdade que se encontravam para comparar a nova fase de vida, contar as mudanças e relembrar os momentos de faculdade.
Hoje a Confraria e as Fubanguinhas estão quase virando o Grupo da Maternidade. Nos encontramos em casamentos, chá de fralda, chá de panela, em geral, trabalhamos muito e pouco tempo temos para nos encontrar. As poucas horas livre são dedicadas a família e aos mais próximos.
De qualquer forma ainda nos encontramos, bebemos menos, mas ainda rimos e nos divertimos muito. Os encontros que eram semanais passaram a ser bimestrais.
Eu continuo uma empresária, a maternidade não faz parte da minha vida, o casamento também não. Nem por isso deixo pertencer a novos Grupos. Hoje escolho mais e sou mais exigente com os meus relacionamentos e amigos. Tenho livre arbítrio para escolher as minhas companhias e sou intolerante a pessoas que não tem atitude. Me permito andar com pessoas acima de tudo inteligentes, gosto de aprender a todo instante e busco novidades sempre. Gosto de andar com pessoas de boa energia, de sucesso e que são empreendedoras em tudo. Infelizmente ou felizmente, sou intolerante a burrice e não a ignorância. Não quero dizer com isso que não falo com pessoas burras, mas que não admito ter a oportunidade e não lutar, ter a informação e não buscar, pessoas que não querem aprender e evoluir. Viva o conhecimento!
E nessa triagem, poucas pessoas hoje fazem parte da minha vida. Tenho muitos conhecidos e poucos amigos.
Não torci por ninguém nesse BBB 10 mas confesso que mesmo sendo a pessoa mais "agressiva" o Dourado falou a frase mais interessante que ouvi nos últimos dias (tentarei reproduzir): "Todas as minhas perdas fizeram com que eu me tornasse um vencedor".
Me considero sem falsa modéstia uma vencedora e hoje, tenho certeza, pertenço também a esse Grupo.
Formação de grupos, exercícios de atitudes, criação de personalidade... Dessas coisas, talvez, as pessoas ditas inteligentes se ocupam mais tempo do que as outras. Alguns preferem chamar de burras, outros de limitadas, alguns creditam isto a falta de oportunidade. Seja qual for o motivo, para elas, as limitadas, os "inteligentes" são estranhos e vice-versa. Num determinado momento, alguém citou que inteligência de verdade é saber lidar com as diferenças. Penso que isto foi sábio. E, como você disse no texto, mudamos, mutamos, nos renovamos a cada fase de nossa vida. O que é uma atitude inteligente hoje, amanhã é idiotice e por aí vai. Se somos capazes de lidar com as nossas mudanças, nossas renovações, e disso criar boas experiencias, (você é um ótimo exemplo disto). Seremos, com certeza, seres superiores se lidarmos bem com a diferença alheia. E, no final, teremos muito mais para passar adiante aos nossos "semelhantes-diferentes".
ResponderExcluirBeijos!!!
Adoro seus textos!!!