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sábado, 19 de junho de 2010

O limite da intervenção

Todos somos críticos mestres e consultores da vida alheia.

Com propriedade tentamos resolver e opinar nos problemas e na vida dos outros.

Nossa postura muda quando tentamos olhar os nossos problemas.
Resolver os nossos problemas gera muitas incertezas.

O mesmo acontece nas empresas quando contratamos consultores externos para falar o óbvio que não percebemos. Realmente, santo de casa não faz milagre.

Os psiquiatras e psicólogos conduzem suas consultas através de questionamentos e frases sutis, mas que nos fazem mudar de atitude. De uma maneira simplista, os tratamentos nada mais são do que falar para nos ouvir e perceber de uma maneira estruturada o que internamente já sabemos há tempos.

Todos nós, se olharmos para dentro de si, sabemos a cura para nossos males e que depende apenas de nós mudar essa realidade.
O limite da intervenção está em quando a pessoa percebe o problema e não está preparada ou não quer e não ouve o seu interior. Nessas horas devemos apenas ouvir e nunca opinar para não sermos mal interpretados.

Por diversas vezes em minha vida não quis ouvir para não ter que enfrentar as consequencias de uma tomada de decisão. Sim, cada tomada de decisão requer uma preparação.
Todos opinam sobre nossas vidas, e o pior, cada um de uma maneira diferente, gerando uma confusão mental. Escute os "críticos profissionais", processe e tome VOCÊ, no tempo certo, suas próprias decisões.

É no nosso interior que estão todas as respostas. Siga a sua intuição sem intervenção.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Quem grita por último

Tenho analisado o comportamento das pessoas diante de situações de conflito em função de adversidades.

Observei que os Gaúchos têm um perfil um tanto quanto extremista para discutir determinados assuntos.
A tendência sempre é gritar e gesticular, criar inimizades, puxar o tapete, e no final, incluir mais um nome na lista negra eliminando a pessoa da sua vida. São stressados por natureza e tudo resolvem na peleia.

Comparando com o perfil das pessoas de São Paulo e interior, as pessoas são menos stressadas apesar do ambiente stressante que vivem. Te mandam longe sem usar qualquer palavra ofensiva. Te mandam recados nas entrelinhas com muito mais diplomacia.

Sou uma observadora nata apesar de falar muito. Observo o comportamento e a linguagem do corpo.


O fato é que nem sempre quem grita mais alto tem a razão e nem sempre ser contrariado é ruim.

Os pontos de vista e as pessoas serão sempre diferentes em função das diversas experiências que cada um teve. Somos produto daquilo que vivemos e se hoje agimos assim é porque em nossa cultura há uma explicação.

Temos dois ouvidos, dois olhos e apenas uma boca. A sabedoria consiste em pensar antes de falar e magoar e o grande desafio é processar antes de opinar.

Cada pessoa tem a sua verdade e a sua dose de razão diante das percepções, defesas e vivências.

A minha verdade, a sua verdade e a VERDADE.

Fala mais baixo que eu te ouço!!!