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terça-feira, 27 de julho de 2010

Meus Ídolos

Quando leio alguma entrevista de perfil de pessoas e celebridades, fico pensando como responderia.
Frase, cor favorita, defeito, ...
Deixo aqui nesse post a resposta sobre MEUS ÍDOLOS.

Recentemente assisti o filme Coco Chanel. Vi, gostei, recomendo. Assisti duas vezes e me emocionei nas duas.
Coco é a minha ídola desde sempre. Não conhecia sua história a fundo, nem como ela havia se tornado Coco Chanel, mas a admirava pelo simples fato de ser uma mulher que se destacou sendo diferente em sua época. Criativa, empreendedora, ousada, visionária.
Gabrielle Bonheur Chanel -"Qui qu'a vu Coco dans l'Trocadéro ? " - Coco Chanel
Teve como seu "cavalo na vida" o herdeiro milionário Etienne Balsan, um criador de cavalos. Aproveitou as oportunidades, aprendeu e foi em busca do seu sonho. Quem não conhece seu estilo clássico único até hoje?

Joana Darc é outra mulher que sempre admirei. Vi vários filmes que a mencionaram. Pena que em sua época teve que se vestir como homens para lutar pelos seus ideais. Bruxa? Guerreira? Não! Movida por vozes interiores foi lutar pelos seus objetivos. Foi queimada com apenas 19 anos após várias conquistas para a França condenada por heresia. Ironia, foi canonizada em 1920 pela Igreja.

Gosto de mulheres fortes, diferentes, que buscam seus ideais.

Meus ídolos: Joana Darc e Coco Chanel

domingo, 18 de julho de 2010

A Lagartixa e a Águia

Pertencia a um grupo na minha adolescência chamado de Tixas.

Usávamos roupas do avesso, pintávamos o cabelo da cor dos lábios que eram da cor do esmalte, éramos a "vergonha" da nossas famílias. Vermelho no cabelo, vermelho no lábio, vermelho no esmalte.
Éramos em 6 meninas: Thais, Marina, Tila, Dani, Tais e eu. Cada um tinha seu nome Tixala, Tixale, Tixali, Tixalo, Tixalu e Tixais. Bem original. Tínhamos uma toca que nos encontrávamos todos os finais de semana para comer, beber, falar dos outros, dos namorados e compartilhar das novas experiências da idade.
Era a preocupação da minha mãe: "o que essas meninas fazem o final de semana inteiro naquela toca?".
Usávamos todas um botom de lagartixa preso na altura do peito.
Já morando em Porto Alegre, fui estudar sobre esse animal e achei bastante interessante o seu significado.

A Lagartixa representa otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação e transformação.
Algumas espécies apresentam capacidade de camuflagem similar à do camaleão. Em outras espécies, as Lagartixas comunicam-se entre si através de ruídos.
Em alguns países a Lagartixa é tratada como animais de estimação, o que no Brasil não é muito comum.
Como Animal de Poder a Lagartixa nos remete à capacidade de adaptação a qualquer lugar ou situação, sem falar da questão relacionada à regeneração, pois a Lagartixa regenera sua cauda de maneira surpreendente, caso ela a perca, além da capacidade de recuperar sua energia vital.


O fato é que acabei tatuando uma lagartixa nas minhas costas com 18 anos. Me sentia esse animal e me sinto até hoje. Por esses dias tenho pensado muito na Águia e percebo que o animal que me representou até então deve mudar.

Segundo a lenda, ao completar quarenta anos de idade as garras das águias ficam flexíveis e não mais conseguem segurar as presas.
O bico alongado e pontiagudo se curva, apontando contra o peito.
As asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!
Então, a águia só tem duas alternativas: morrer... ou ... enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.
As águias frágeis, desprovidas de coragem, sucumbem ao envelhecimento. As mais corajosas, valentes e audaciosas tomam uma decisão radical: se refugiam no alto de uma montanha e iniciam um processo de automutilação.


Estou certa que a LAGARTIXA virará ÁGUIA.

domingo, 11 de julho de 2010

This is my space, This is your space

Não há nada que valorize mais do que a liberdade em todos os sentidos.

Uma amiga que morou muitos anos em Londres comentou que estranhou muito as filas no Brasil. As pessoas costumam ficar grudadas não respeitando o espaço das outras. Por que agimos assim se desde pequenos aprendemos a esticar o braço para delimitar o espaço entre pessoas nas filas de escola? Com certeza por termos medo que passem em nossa frente.

No trânsito sofremos o mesmo quando não respeitam o espaço entre os carros que aprendemos nas escolas de direção. Com certeza, novamente, por termos medo que passem em nossa frente.

O respeito ao espaço do outro, seja em qualquer área da vida, é fundamental para bem viver. Todos nós somos seres que ocupamos um espaço no planeta e num raio correspondente ao comprimento do nosso braço, precisamos para viver. Invadir o espaço alheio gera conflitos e é falta de respeito.

Aprender a ouvir um 'não' quando queremos ouvir um 'sim' é respeitar as vontades dos outros. Saber o limite da intervenção na vida alheia é fundamental (assunto já falado em outro post). Ter ciúmes sem desrespeitar o espaço do amado é importante para o convívio. Não invadir o espaço aéreo de outro país evita guerras e conflitos. Tantos outros exemplos...

Não é invadindo o espaço dos outros que conquistaremos as coisas na vida. Fazer isso de forma sutil é que é o segredo do bom convívio e da minimização de conflitos.

Estar com alguém e respeitar o seu espaço é importante para que o relacionamento perpetue. Apesar de tudo, somos seres com vontades próprias e que precisa ter seus segredos. Não somos posse de ninguém e nem donos de outras pessoas. Podemos ser donos de bens materiais apenas. Até os animais tem vontades próprias e precisam do seu espaço para viver.

Enfim, LIBERDADE é a autonomia e a espontaneidade de um ser racional; é a auto-afirmação do ego de cada indivíduo que possibilita a tomada de decisão dentro daquilo que considera o melhor para si. É sim, individualismo e respeito a si dentro de uma ética de respeito e intervenção dos demais.

domingo, 4 de julho de 2010

O preço das escolhas

Tudo em nossa vida é feito de escolhas.

O tempo de decisão é que nem sempre é compatível com a importância do que estamos escolhendo.

Na minha carreira, por diversas vezes pude planejar, documentar e analisar os diversos cenários possíveis.
Em outros momentos, tive que tomar uma decisão usando como base fatos já vividos e cálculos executados rapidamente em meu cérebro.
Prefiro sempre ter tempo para processar, mas entendo que nem sempre é possível.

Na minha vida pessoal, nunca planejei muito. Sempre deixei a vida me levar. Tomei algumas decisões necessárias mas apenas em momentos que realmente precisasse. Percebo que retardo mais as decisões nesse campo de minha vida. O motivo eu não sei. Talvez porque eu tinha o fator idade a meu favor, coisa que percebo que para algumas coisas não tenho muito tempo. Não que me ache velha, mas simplesmente não tenho paciência e não posso mais postergar.

O fato é que para tudo na vida temos vários caminhos e sabemos que podemos escolher por ficar ou ir, por terminar ou continuar, por comer ou não comer, por morrer ou viver, por amar a vida ou entrar em depressão, por estar com alguém ou ficar só. O preço de cada uma dessas decisões deve ser calculado, mas por mais planejado nunca é 100% o que prevíamos.

Me sinto feliz com minhas escolhas, mesmo que infelizmente esteja pensando grande parte em mim.
Entro em mais um momento de reflexão pessoal...