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domingo, 17 de outubro de 2010

Compulsão a repetição

Assim como não sou escritora, não sou psicóloga. De qualquer maneira, gosto de refletir sobre assuntos existenciais porque acho que faz parte do processo de evolução.


A compulsão a repetição é um fenômeno comportamental que acontece com todas as pessoas, muitas vezes irracionalmente. 
Calçam o sapato esquerdo antes do direito? Dormem sempre do lado direito da cama? Comem determinados alimentos antes de outros?
SIM, isso não prejudica o ser humano. O problema é quando a repetição está relacionada a auto-sabotagem, ou seja, quando repetimos comportamentos sociais que já sabemos que não são sadios tomando como base uma recordação. Esse tipo de comportamento leva a problemas no casamento, na relação com pais e filhos e no trabalho. 
Entender a compulsão a repetição ajuda a identificar ações antes de entrar em uma situação de auto-sabotagem, sair do ciclo de repetir os mesmos atos cujo final da história consciente ou inconscientemente já sabemos.
Por exemplo, no casamento que é um espaço de luta de poder e desejos, há um acordo velado e é comum perceber relacionamentos não sadios onde há um controle, dominação e punição. Independente de haver culpa e dor, permanecem nessa convivência não sadia sem conseguir sair desse ciclo. Criam situações e problemas idênticos, repetindo as mesmas 'soluções'.
Todas as ações são oriundas a relacionamentos e modelos do passado: um pai frio e distante leva a busca de um marido semelhante, mesmo não querendo. Mudar o modelo desejado é um processo difícil e doloroso que precisa ser trabalhado evitando o sofrimento, muitas vezes com ajuda profissional.
Os modelos da infância são usados durante a idade adulta. Temos que identificar o que é bom e o que não é e tentar agir com sabedoria evitando cometer os mesmos deslizes.


Errar uma vez faz parte, persistir com o erro é burrice...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Retomando contatos...

IMPRESSIONANTE como o tempo passa tão rápido!

Não que ache que não esteja vivendo intensamente todos os momentos, mas por ter tanta coisa para fazer o tempo parece que passa mais rápido ainda.

O fato é que do nada iniciou um movimento entre meus colegas de escola. Alguns emails trocados e a nerd aqui resolveu criar uma comunidade dentro do Facebook. Mais um viva às Redes Sociais!

Não nos vemos a pelo menos 17 anos e a necessidade de reencontro é crescente.
Muita coisa para falar, muitas experiências para trocar. Alguns casados, outros separados, com ou sem filhos. Uns morando no exterior, alguns em outras cidades, mas muitos ainda em Caxias do Sul.

Após terminar meu segundo grau, vim morar em Porto Alegre inicialmente apenas para fazer faculdade. Poucos contatos mantive e muitos amigos queridos se perderam.

A amizade conecta as pessoas por objetivos em comum. Pessoas que estão casando se aproximam de quem está casando. Pessoas que estão tendo filhos, trocam experiências de como será a gestação, a melhor educação, as dificuldades e as alegrias. Amor incondicional.
Grandes amigos considero aqueles que independente do tempo que passa, dos rumos de suas vidas, permanecem conectados de alguma maneira. Tenho poucos amigos assim.

Ironicamente os fatos acontecem e se encaixam. Duas grandes amigas, dessa época,  vieram morar próximo de mim em São Paulo Interior e o contato foi automaticamente retomado. Quem diria a gente comendo pão de queijo, tomando umas cevas e conversando como a 17 anos atrás?
A nostalgia alimenta a alma, faz reviver momento e sentir-se jovem. Não me gera melancolia e nem tristeza. Sentimentos bons e sadios surgem.

O fascinante de tudo isso é a vontade de se ver e de fazer o possível para se encontrar!
Um movimento de todos, uma organização para fazer acontecer e valer a pena!

Estou ansiosa pelo segundo encontro dessa turma. Afinal, Leonardinos are alive!